Sinopse: É na escuridão que brilha o amor verdadeiro. Paola: Perante Deus, meu marido prometeu me amar. Cuidar de mim. Ser meu amigo. Perante todos, disse que me amava. Que seríamos felizes. Viveríamos para sempre juntos. Mentiu em tudo. Até que um dia ele me disse que me mataria. E não mentiu. A partir desse dia, vivi escondida no meu mundo, até André aparecer.
André: Eu não procurava nada. Não queria ninguém. Não depois de tudo que vivera. Meu coração estava escondido na escuridão, até Paola surgir com suas cores, pintando minha vida. Sorrisos Quebrados é um romance de cores entre duas pessoas quebradas por relacionamentos passados. Uma história de superação dos próprios medos e de promessas.
Sou movida à emoções e se na
primeira página, a história não me conquistar, logo sei que não adianta seguir
em frente, mas com Sorrisos Quebrados, fui pega nas primeiras palavras. A
autora consegue com maestria te prender, deixando seu coração tão aflito,
quanto o de Paola.
Fiquei apreensiva quando
Paola cansada de viver em um relacionamento abusivo resolve fugir, mas o que
parecia ser fácil acabou sendo uma das cenas mais tensas e dolorosas do livro. Impossível não ser levada
para o cenário dos acontecimentos quando Paola descreve todas as vezes em que
Roberto a bateu, sujeitando-a fazer coisas que não quer e diminuindo seu amor
próprio. Desesperada para ter sua
vida de volta, ela planeja uma fuga e nesse momento tudo o que espero que
aconteça é que ela consiga, mas Roberto acaba surpreendendo e acontece o que
ela mais temia.
“Vai passear sem me avisar,
meu bem? – pergunta com voz calma. Odeio quando ele faz isso comigo, pois são as
piores discussões.”
E depois tudo só piora, Paola
acha que finamente ele irá matá-la. E ele quase consegue.
Sabendo do seu medo de
cachorros, Roberto a tranca no canil com seus dois pitbulls para que eles a
matem. Nesse momento, eu já estava
roendo os dedos, porque as unhas já não tinham mais. Pensei: como alguém
consegue ser tão cruel? Será que ninguém vai salvá-la?
Depois do prólogo, precisei
parar e respirar um pouco para criar coragem para iniciar o primeiro capítulo.
Então conheço outra Paola, desfigurada, solitária e apavorada com a presença de
qualquer homem. Em uma prisão que criou para
se mesma, ela se isolou do mundo, vivendo em uma clínica de reabilitação,
rodeada apenas de tintas e pincéis.
E é nesse ambiente, que sem
querer, sua vida cruza com André e Sol, sua filha que faz terapia
comportamental.
André não tem dinheiro para bancar o tratamento, em troca dos
cuidados para sua filha, ele faz trabalhos para a clínica. O mistério em volta do que
acontece com Sol, me fez quase devorar o livro todo no primeiro dia. Ela é uma
garotinha solitária, que não tem amigos e não faz muita questão de ter, mas
assim que encontra Paola, logo a quer colocá-la no posto de sua melhor amiga.
Não se pode dizer o mesmo de
André, até porque o primeiro encontro deles não é um dos melhores. Ele a vê
simplesmente quando ela está tendo um ataque de pânico. E ele logo pensa: “Essa
mulher é maluca”. Até eu pensaria se visse
alguém rindo, gritando e chorando ao mesmo tempo, toda lambuzada de tinta. E
tudo só piora quando ela vê que está sendo observada, e mais, POR UM HOMEM, a quem
tem verdadeiro pânico que se aproxime. Paola olha para ele e simplesmente
desmaia.
“―Merda! – deixo cair a
mochila e corro para ajudar(...) Quando me aproximo, reparo que ela é magra e
pequena. Instintivamente tento ver se tem algum ferimento, mas o rosto está
coberto por tantas cores e folhas das àrvores que se colaram à tinta.”
Você deve estar pensando:
ela vai acordar, olhar em seus belos olhos e não sentirá mais medo algum. É, eu
também pensei... É aí que suas vidas realmente
começam a se entrelaçarem. Paola com seus medos, André com seus segredos. E
entre eles, Sol, a pequena garota que aos poucos vai se apegando aquela mulher
com rosto desfigurado, mas que ao invés de sentir medo, ela sente um carinho
imenso e deseja todos os dias quando crescer, ser igual a Paola. É através da Sol, que dois
corações machucados, encontram uma maneira de tentar enterrar o passado e os medos,
para dar uma nova oportunidade para encontrar o amor.
Quando terminei o livro, eu
quis simplesmente enterrar minha cabeça no travesseiro e chorar, não de
tristeza, mas de felicidade, porque entendi que o amor está acima de qualquer
sofrimento e só ele pode curar um coração machucado.


Nenhum comentário:
Postar um comentário