“Não me tornei um cético. Transformei-me no pior que o ser humano pode ser: um descrente de si próprio.”
Uma
vida dedicada ao sacerdócio. Um encontro que mexerá com estruturas e
pensamentos, até então, inflexíveis. Uma paixão que colocará a vocação em
xeque.
Após
dez anos à serviço da Igreja, Padre Alessandro começa a se questionar sobre seu
ingresso e permanência na vida religiosa. Tomado pela culpa, devido a questões
éticas, e a um encontro libertino e furtivo, decide se isolar em uma viagem pelo
mar para colocar as emoções em ordem e descobrir o que realmente deseja. O que
ele não contava era que o destino lhe pregaria uma grande peça no teatro da
vida: Eva, a volúpia em forma de mulher, cruzará seu caminho de maneira
devastadora, despertando desejos ocultos e desconhecidos, trazendo à tona o
homem em seu estado mais primitivo.
Será
a tentação tão grande? O amor é capaz de transformar o pecado em sagrado?
Tudo
é possível, ainda que seja PROFANO.
Hoje eu vim falar um pouco sobre
minha leitura de Profano.
A autora do livro
S. Milller é super gente fina e amiga, foi uma das autoras nacionais que
nem precisamos pedir, ela prontamente no início do projeto Alfas
Literárias topou de coração aberto ser nossa parceira.
Sempre li e amei seus livros,
Heitor meu Cowboy e um dos meus mocinhos preferidos eu Anninha das condongas sempre
acompanhei de perto o trabalho da Ivânia e me vi num mato sem cachorro quando
ela anunciou as postagens e o conto de Profano, uma historia de um padre, ai eu
pensei "ai Jesus!". O que eu faço não suporto livros com essa temática, deixei
para lá, evitava até as postagens com a #PartiuInferno com medo e receio de
magoar alguém que tanto me estendeu a mão no meio literário.
Passados os meses eis que chego na
bienal, me deparo com o estande lindo da Ler Editorial e lá estava ele PROFANO
e com ele minha doce Ivânia com o sorriso no rosto, me abraçando e me dando
todos os brindes possíveis e imagináveis.
Muitos me perguntavam "não vai
levar profano?". E eu com a cabeça fechada, cheia de medos, e um pouco
de preconceito respondia prontamente "não gosto de livros de padre".
Eis que em uma conversa franca com
o agente e escritor Danilo Barbosa ele me deu um toque, me falou
sobre o livro e que eu devia quebrar mais uma barreira emocional que eu
levantei sobre mim e o livro.
No ultimo dia, nas ultimas horas
eu me rendi,trouxe padre Alessandro para casa e ainda ameacei a autora! "Escuta
aqui sua vaca, se essa porra de livro for ruim dou na sua cara", ela me olhou com
emoção me abraçou e me disse, pode levar depois me fale somente a verdade.
Então quer a verdade?, toma a verdade
sua vaca safada...
Obrigada.
Obrigada por não desistir de mim.
O livro é impactante, e escrever um
livro com tanto apelo emocional e com muita consciência cultural não é
para todos, que evolução, sua escrita está primorosa e mesmo para mim que sou
resistente ao tema do sacerdócio, a leitura foi fluida e tranquila,
meus sentimentos a todo o momento se tornavam contraditórios e fui de acusadora
a acusada de alguns dos pecados descritos no livro.
O que muito me deixou feliz apesar
de eu não ser católica foi que estava explícito no livro que a autora não
queria denegrir e nem polemizar sobre um contexto tão falado pelos católicos.
Padre Alessandro como todo ser
humano passa por um momento de remisão, de não saber se sucumbe aos prazeres
mundanos ou ouvia a voz que desde sempre o acompanhou e que o
levou a vida sagra.
Tenho que abrir um parêntese para
falar da Eva que é um show a parte, sua força e fé são admiráveis, e um
exemplo a ser seguido.
Não consigo julgar ou sentir raiva
de Padre Alessandro, ele desnudou sua alma e sua vida nas páginas de
profano.
E o final, o final
graças a Deus foi surpreendente.
Obrigada pela leitura
e pela reflexão proposta pelo livro.
S Miller fica na paz
por que aposto que escrever um livro tão conflitante te tirou muitas noites de
sono...
Recomendo
o livro...
Até a Próxima!!


A resenha está ótima, nunca li nenhuma história envolvendo padres e essa parece ser genial. Ainda bem que a autora conseguiu te surpreender e te tirou da sua zona de conforto!
ResponderExcluirBeijos <3
Nunca li um livro assim, já vi muito na televisão contos sobre padres com essa pegada, mas confesso que no mundo literário eu não conheço (no caso, não li) nada do tipo.
ResponderExcluirSua resenha ficou ótima, nem longa demais, nem curta, da para entender bem o que quis passar sem o medo de spoiler!
Beijos!!