Hoje
venho falar de ORGULHO E PRECONCEITO, ou mais precisamente de PRIMEIRAS
IMPRESSÕES da LAÍS RODRIGUES.
Nós
que somos as esquisitonas; diferentonas; viciadas em livros, estamos sempre em
movimento. Comparecendo a eventos literários e tardes/noites de autógrafos. Com
tudo isso, conhecemos inúmeras pessoas e inúmeros livros. Alguns apenas passam,
outros vêm e ficam.
Com
certeza um livro que vai ficar em minha mente e em meu coração é PRIMEIRAS
IMPRESSÕES da Laís Rodrigues. Uma gratíssima surpresa num ano tão conturbado.
Com tantas surpresas negativas, surpreendo-me com uma deliciosa e
competentíssima releitura de “Orgulho e Preconceito”, o clássico de Jane
Austen.
Todo
amante do bom romance, já “leu”; nem que sejam as adaptações televisivas,
cinematográficas e/ou em formato grafic novel; do romance impactante desta
inglesa, que soube com muita habilidade, descrever a sociedade inglesa do séc.
XIX.
Laís
adaptou um romance, cultuado até hoje como obra prima, para o séc. XXI com
muita maestria; além de uma sensibilidade ímpar e logicamente, uma competência
estudiosa.
Assim
como Jane Austen teve a coragem de despir seus personagens ao público leitor,
Laís foi tão ou mais corajosa, ao preservar as características de cada
personagem de Jane, sem esquecer nenhum deles; nem mesmo os que aparecem em uma
ou duas cenas no original inglês.
A
sequência dos fatos é perfeita; ocorrem limpamente num tempo/espaço atual, sem que
sintamos falta dos momentos de sublime contemplação das paisagens naturais e/ou
artificiais.
Laís
preservou os nomes dos personagens, mas modificou sua ambientação e
nacionalidades.
A
família Bennet e todos os agregados (amigos, tios, primos...) são Brasileiros e
a parte inicial da trama se passa na paradisíaca Búzios, cidade do litoral Fluminense
que encantou e ainda encanta estrangeiros.
Já
do lado Darcy, Bingley, Wickham e agregados, são Note Americanos, e a trama
passeia por Washington, Nova Iorque e Boston, mas virtualmente sempre voltando
a Búzios.
As
características e a essência dos personagens são delicadamente preservadas. O
Sr. Darcy de Laís é um político americano arrogante e prepotente de Boston.
Lizzie é a carioca, filha de baianos, sarcástica e brilhantemente inteligente, com
uma bolsa de mestrado em literatura, também na cidade de Boston, além de
gerenciar a loja de cultura geek do tio.
Os
romances seguem o mesmo parâmetro imposto por Jane Austen: o vai e vem de Jane
e Charles, contra a fuga extenuante de Liz e Fred. Até a inconsequente e espevitada
Lídia, vai aprontar todas as “barbaridades” típicas da adolescente do séc. XXI.
O
romance apresenta-se em duas versões:
Primeiras Impressões só vêm
mostrar que o romance entre Lizzie e Darcy é atemporal e que em quaisquer dos
seus formatos é apaixonante.
O amor é atemporal; atravessa
todas as barreiras do orgulho e do preconceito. Permita-se apaixonar também por
esse casal imortal.
P.S.: Também não deixe de
conferir a Grafic Novel da editora Nemo; a versão clássica para o cinema; a
moderninha versão Zumbi; e a mais antiga versão televisiva.
Fabíola Andrade
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